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Energia solar para empresas: o guia completo (Grupo A, Grupo B e demanda)

Na empresa a solar costuma se pagar mais rápido que na casa — mas tem um detalhe que confunde muita gente: ela abate o consumo, não a demanda contratada. Um guia direto de Grupo A x Grupo B, horário de ponta e dimensionamento.

Fysol Energia Solar · Publicado em 10 de julho de 2026

Resposta rápida

Na empresa, a energia solar costuma se pagar mais rápido que na residência, porque o consumo é alto e acontece de dia, junto com a geração. Mas atenção: a solar abate o consumo (kWh), não a demanda contratada (kW) do Grupo A. Entender Grupo A x Grupo B e a demanda é o que separa um projeto que realmente reduz a conta de um que decepciona.

Energia solar para empresas: o guia completo (Grupo A, Grupo B e demanda)

Para uma empresa, energia elétrica não é conta de fim de mês — é custo fixo de operação, que come margem todo mês independente de quanto você fatura. Por isso a solar é um dos investimentos de retorno mais previsível para comércio e indústria. Mas para o projeto entregar o que promete, você precisa entender duas coisas que a maioria dos vendedores não explica: em que grupo tarifário sua empresa está e como funciona a demanda contratada.

Passo 1: descubra se sua empresa é Grupo A ou Grupo B

Toda a lógica da solar empresarial gira em torno disso. A diferença está na tensão em que sua empresa é atendida e, principalmente, em como a conta é montada:

Grupo B x Grupo A na prática

CritérioGrupo B (baixa tensão)Grupo A (alta tensão)
Perfil típicoComércios e pequenas/médias empresasIndústrias e empresas de maior porte
Como é a contaSó consumo (kWh)Consumo (kWh) + demanda contratada (kW)
A solar abateO consumoO consumo — não a demanda
DimensionamentoDireto pela conta de luzExige análise tarifária (ponta / fora de ponta / demanda)

O detalhe que confunde: solar não abate demanda

Empresas do Grupo A pagam dois valores diferentes: o consumo (a energia em kWh que você usou) e a demanda contratada (a potência em kW que você reservou da rede, pague usando ou não). A energia solar reduz o consumo — mas não mexe na demanda contratada. É por isso que a conta de uma indústria com solar não zera: a parcela de demanda continua lá.

Se te prometeram que a solar zera a conta de uma empresa do Grupo A, desconfie. A demanda contratada continua sendo paga. A solar ataca o consumo — que costuma ser a maior fatia — mas não a conta inteira.

Horário de ponta e fora de ponta

No Grupo A, a energia no horário de ponta (fim de tarde/início da noite) é bem mais cara que fora de ponta. A solar gera durante o dia — ou seja, quase toda no período fora de ponta. Um bom projeto leva isso em conta: dimensiona para abater o máximo do consumo diurno e usa a compensação para os créditos, em vez de prometer milagre no horário de ponta. Essa análise tarifária é o que diferencia um projeto empresarial bem feito.

A Lei 14.300 também vale para empresa

O Fio B (a cobrança gradual da Lei 14.300 sobre a energia injetada na rede) se aplica também aos sistemas empresariais. A boa notícia é que empresa tem um trunfo natural: consome muito durante o dia, junto com a geração. Quanto mais energia é usada na hora — o chamado autoconsumo —, menos vira injeção sujeita ao Fio B. Um projeto que prioriza o autoconsumo diurno reduz bastante esse impacto.

Por que o payback empresarial costuma ser mais rápido

  • Consumo alto e constante. Quanto maior a conta, mais o sistema abate e mais cedo se paga.
  • Geração casada com o expediente. Comércio e indústria trabalham de dia, exatamente quando o sol gera — aproveitamento máximo, na hora.
  • Telhado de galpão sobrando. Cobertura de barracão ou loja costuma ter área grande e desimpedida, permitindo dimensionar pelo consumo, não pelo espaço.
  • Custo menor vira competitividade. Reduzir um custo fixo é margem direta: a energia que você deixa de pagar vira preço melhor ou lucro.

Na Fysol, o projeto empresarial começa pela leitura da sua conta: identificamos o grupo tarifário, fazemos a análise de consumo (e de demanda, no Grupo A), dimensionamos pelo consumo real e cuidamos da homologação — que no Grupo A exige mais cuidado técnico. O objetivo não é vender o maior sistema, e sim o que realmente reduz o seu custo.

Quer saber quanto a energia solar abateria do custo fixo da sua empresa — com a análise tarifária certa para o seu grupo? Mandamos um técnico ler a sua conta. Visita e orçamento gratuitos.

Perguntas frequentes
Energia solar zera a conta de uma empresa?+

Na maioria dos casos, não totalmente — principalmente no Grupo A, onde a demanda contratada continua sendo paga. A solar abate o consumo (kWh), que costuma ser a maior parte da conta, mas não a demanda (kW). No Grupo B, que paga só consumo, a redução tende a ser maior.

Qual a diferença de Grupo A e Grupo B para a energia solar?+

O Grupo B (baixa tensão, maioria dos comércios) paga só consumo, e a solar abate direto. O Grupo A (alta tensão, indústrias) paga consumo mais demanda contratada, e a solar abate só o consumo — por isso exige análise tarifária para dimensionar certo.

A energia solar reduz a demanda contratada?+

Não. A demanda contratada é a potência que sua empresa reserva da rede e é paga independentemente da geração solar. A solar reduz o consumo de energia (kWh), não a demanda (kW). Quem promete zerar a conta de um Grupo A está ignorando a demanda.

Vale a pena energia solar para indústria?+

Costuma valer, e com payback mais rápido que na residência, porque o consumo é alto, constante e diurno. O segredo é a análise tarifária correta (ponta, fora de ponta e demanda) para dimensionar o sistema pelo que de fato reduz o custo.

Sua conta de luz não vai baixar sozinha.

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